Hoje me deparei com um texto, que falava sobre o enfraquecimento emocional do vínculo entre pais e filhos.....ai que preguiça desta educação moderna. Nunca houve tanta maldade dentro das escolas. Os professores completamente desautorizados. Jovens sem limites. Pais que não sabem o que fazer para atender as vontades, megalómanas, de seus rebentos. Crianças que não lidam bem com as frustrações.
Eu apanhei muito, e não importava quem estivesse por perto. Ouvi muito grito. Fiquei de castigo. Todo mundo tinha razão menos eu. Tirar boa nota era obrigação. Criança não dava opinião. Minhas frustrações tinham que ser geridas da melhor maneira, pois era a única opção.
Quando perguntava a minha mãe porque não podia fazer determinada coisa, ela tinha uma longa conversa comigo, mais ou menos assim: Porque eu não quero.
Aplico a mesma educação na "pobrezinha" da minha filha...resultado: Ela é educada, esforçada, generosa e, para meu orgulho, muito elogiada por onde passa.Tem tido conquistas significativas. Exerce um profundo respeito com quem convive, sendo muito bem aceita em qualquer meio que participa. Se valoriza e valoriza os seus. Sabe que o espaço dela termina quando começa o do outro. Aceita e convive bem com quem tem opiniões contrárias as suas. Sabe que o mundo não gira ao seu redor. Gere suas frustrações. E seria incapaz de participar de qualquer movimento de segregação, por entender que a diversidade é um fato.
Não, ela não é perfeita, ela é educada, e educada da mesma forma que fui...onde os pais são a autoridade máxima. E sabe por quê? Porque eu quero....
O que enfraquece o vínculo emocional dos filhos com os pais, é tentarmos ser o que não somos, só para agradar. Eu não sou personal colega da minha filha, eu sou mãe. Mãe ama com toda força e não é perfeita.... mas sabe do tamanho da sua responsabilidade.
Educar é para os fortes.
Até parece que na hora da raiva eu consigo argumentar, ainda mais se eu tiver algum objeto na mão.....AFFFFF
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017
5.5....pequena nota
“Eu acho que se uma mulher tem o seu próprio estilo e sabe quem ela é, ela não tem que se vestir por ter 60, 20 ou 90 anos”, disse. “Se elas querem se exibir, por favor, façam isso! Eu quero que vocês sejam felizes. Eu sempre disse que é melhor ser feliz do que bem vestida. Faça o que você sentir que deve fazer. Eu não vou julgar ninguém. Eu não gosto de regras e regulamentos”.
Iris Apfel, ícone da moda
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017
5.5......filhos
“O tempo é um animal estranho. Se parece a um gato que deseja ser conquistado. Te olha sagaz e indiferente, vai embora quando tu suplicas que pare e para quando suplicas que se vá. Às vezes te morde quando demonstra carinho e te arranha quando o acaricia.
O tempo, pouco a pouco, me liberou de ter filhos pequenos. Das noites sem dormir e dos dias sem repouso. Mas não fez esquecer das mãos gordinhas que me agarravam sem parar, subiam no meu pescoço, me agarravam, me conquistaram sem restrições e sem duvidar. Dos corpinhos que encheram meus braços e dobraram minhas costas. Das muitas vezes que me chamavam e não permitiam atrasos, espera, nem vacilações.
O tempo há de me devolver o ócio dos domingos e das chamadas repetidas de “mãe, mãe, mãe…”, que deram-me o privilégio e afastavam o medo da solidão. O tempo talvez alivie o peso da responsabilidade que me oprime o peito. O tempo, sem embargo, inexoravelmente esfriará outra vez minha cama que já esteve quente de corpos pequenos e respiros apressados. Esvaziará os olhos dos meus filhos que transbordaram um amor poderoso e incontrolável.
Mas o tempo tirará de seus lábios meu nome que fora gritado e cantado, chorado e pronunciado cem, mil vezes. Cancelará, pouco a pouco, e de repente, a intimidade da sua pele com a minha, a confiança absoluta que nos fez um único corpo com o mesmo cheiro, acostumados a misturar nosso espírito e coragem, no mesmo espaço em que respirávamos.
O Tempo separou, para sempre, o pudor e a vergonha com o prejulgamento da consciência adulta de nossas diferenças. Como se fosse um rio que escava o seu leito, o tempo colocará em risco a confiança de seus olhos em mim, como se eu já não fosse uma pessoa onipotente, capaz de parar o vento e acalmar o oceano, regular o irregulável e curar o incurável.
Deixarão de me pedir ajuda, porque não mais crerão que eu possa salvá-los. Pararão de imitar-me porque não gostarão de parecer comigo. Deixarão de preferir a minha companhia pelas dos outros (e, olhe, tenho que seguir…).
Foram-se as paixões, as raivas passageiras e o zelo, o amor e o medo. Apagaram-se os ecos dos risos e das canções, o acalanto e os “Era uma vez…” hoje ecoam na eternidade. Com o passar do tempo, meus filhos descobriram que tenho muitos defeitos e, se tiver sorte, algum deles me perdoará.
Sábio e cínico, o tempo fará com me esqueçam. Esquecerão, ainda que não queiram. As cócegas e o “corre-corre”, os beijos nas pálpebras e os choros que, de repente, cessavam com um abraço. As viagens e os jogos, as caminhadas e a febre alta. As danças, as tortas, as carícias enquanto dormem em silêncio.
Meus filhos se esqueceram que os amamentei, e os protegi durante um tempo até que o sono chegasse. Que lhe dei de comer, os consolei e levantei-os depois de cair. Esqueceram que dormiram sobre meu peito de dia e de noite, que houve um tempo em que necessitaram tanto de mim como o ar que respiram. Esqueceram, porque isto é o que fazem os filhos, porque é isso que o tempo faz. E eu, eu tenho que aprender a recordar esse tempo também por eles, com ternura e sem arrependimentos, com imensa gratidão! E que o tempo, astuto e indiferente, seja amável com esta mãe que não quer ESQUECER”.
Autora desconhecida
O tempo, pouco a pouco, me liberou de ter filhos pequenos. Das noites sem dormir e dos dias sem repouso. Mas não fez esquecer das mãos gordinhas que me agarravam sem parar, subiam no meu pescoço, me agarravam, me conquistaram sem restrições e sem duvidar. Dos corpinhos que encheram meus braços e dobraram minhas costas. Das muitas vezes que me chamavam e não permitiam atrasos, espera, nem vacilações.
O tempo há de me devolver o ócio dos domingos e das chamadas repetidas de “mãe, mãe, mãe…”, que deram-me o privilégio e afastavam o medo da solidão. O tempo talvez alivie o peso da responsabilidade que me oprime o peito. O tempo, sem embargo, inexoravelmente esfriará outra vez minha cama que já esteve quente de corpos pequenos e respiros apressados. Esvaziará os olhos dos meus filhos que transbordaram um amor poderoso e incontrolável.
Mas o tempo tirará de seus lábios meu nome que fora gritado e cantado, chorado e pronunciado cem, mil vezes. Cancelará, pouco a pouco, e de repente, a intimidade da sua pele com a minha, a confiança absoluta que nos fez um único corpo com o mesmo cheiro, acostumados a misturar nosso espírito e coragem, no mesmo espaço em que respirávamos.
O Tempo separou, para sempre, o pudor e a vergonha com o prejulgamento da consciência adulta de nossas diferenças. Como se fosse um rio que escava o seu leito, o tempo colocará em risco a confiança de seus olhos em mim, como se eu já não fosse uma pessoa onipotente, capaz de parar o vento e acalmar o oceano, regular o irregulável e curar o incurável.
Deixarão de me pedir ajuda, porque não mais crerão que eu possa salvá-los. Pararão de imitar-me porque não gostarão de parecer comigo. Deixarão de preferir a minha companhia pelas dos outros (e, olhe, tenho que seguir…).
Foram-se as paixões, as raivas passageiras e o zelo, o amor e o medo. Apagaram-se os ecos dos risos e das canções, o acalanto e os “Era uma vez…” hoje ecoam na eternidade. Com o passar do tempo, meus filhos descobriram que tenho muitos defeitos e, se tiver sorte, algum deles me perdoará.
Sábio e cínico, o tempo fará com me esqueçam. Esquecerão, ainda que não queiram. As cócegas e o “corre-corre”, os beijos nas pálpebras e os choros que, de repente, cessavam com um abraço. As viagens e os jogos, as caminhadas e a febre alta. As danças, as tortas, as carícias enquanto dormem em silêncio.
Meus filhos se esqueceram que os amamentei, e os protegi durante um tempo até que o sono chegasse. Que lhe dei de comer, os consolei e levantei-os depois de cair. Esqueceram que dormiram sobre meu peito de dia e de noite, que houve um tempo em que necessitaram tanto de mim como o ar que respiram. Esqueceram, porque isto é o que fazem os filhos, porque é isso que o tempo faz. E eu, eu tenho que aprender a recordar esse tempo também por eles, com ternura e sem arrependimentos, com imensa gratidão! E que o tempo, astuto e indiferente, seja amável com esta mãe que não quer ESQUECER”.
Autora desconhecida
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